Brasil, 9 de Setembro 2010
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26/2/2010 - Brasil deve ter enzimas para produzir álcool de celulose

Divulgação

Agência AutoInforme - A produção de álcool em alta escala a partir de celulose está muito próxima no Brasil. A indústria dinamarquesa de biotecnologia, Novozymes, pretende apresentar em março, no Brasil, dois produtos capazes de viabilizar a produção de álcool a partir de resíduos agrícolas, em escala comercial. São as enzimas batizadas de Cellic CTec2 (celulase) e a Cellic HTec2 (hemicelulase), que podem liberar os açúcares contidos na palha de milho, restos de madeira e bagaço de cana-de-açúcar, por exemplo. São proteínas especializadas em catálise biológica, resultado de uma pesquisa de dez anos. As novas enzimas também foram apresentadas na semana passada nos Estados Unidos, que devem começar em breve a produzir álcool a partir da palha e do sabugo do milho em suas usinas. A Novozymes calcula que as primeiras usinas pré-comerciais devem surgir no Brasil no ano que vem ou 2012. “Estamos desenvolvendo parcerias para habilitar o uso dessa tecnologia em escala comercial no País”, disse o presidente da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes.

A apresentação dos produtos será feita no F.O. Lichts Sugar and Ethanol Brazil 2010, evento voltado para o mercado sucroalcooleiro, que acontece em São Paulo, de 22 a 24 de março. As primeiras linhas comerciais que vão produzir álcool celulósico nos EUA, a partir de 2011, poderão chegar a um preço de custo abaixo dos US$ 0,50 por litro do combustível, valor similar ao do álcool de primeira geração e da gasolina comercializada naquele país. Esse é o reflexo do resultado das pesquisas com as enzimas Cellic, que, depois de investimentos massivos tiveram uma redução de 80% no custo de fabricação, ficando em US$ 0,13 para cada litro de álcool produzido. “Com as novas enzimas Cellic, poderemos aumentar o potencial de produção de álcool celulósico no Brasil a partir do bagaço da cana-de-açúcar, visando o mercado de exportação”, continuou Pedro Luiz Fernandes. “A produção de álcool celulósico poderia ser vista como uma fonte de renda complementar a outras já existentes na indústria sucroalcooleira”, afirmou. Segundo a Novozymes, o governo brasileiro tem dado à empresa diversas formas de apoio em seus projetos de desenvolvimento de novas biotecnologias. A dinamarquesa garante que será capaz de fornecer os volumes de enzima que forem necessários para o segmento tanto no âmbito nacional como no internacional, quando o etanol 2G começar a ser produzido.