Brasil, 9 de Setembro 2010
  Notícias
  Recursos Hídricos
  Rio Tietê
  Saneamento
  Clima
  Notícias
  Poluição Atmosferica
  Notícias
  Reciclagem
  Resíduos
  Notícias
  Protocolo de Kioto
  Certificações
  Energia
  Gestão Ambiental
  Notícias
  Tecnologia
  Ambiente Rural
  Ambiente Urbano
  Artigos
  Biodiversidade
  Biopirataria
  Desmatamento
  ECOchatos
  Educação Ambiental
  Fórum Social Mundial
  Notícias
  Poluição
  Trangênicos
  Contos e causos
  Cursos
  Debates
  Eventos
  Livros
  Ficha do Bicho
  Notícias
  Notícias

4/3/2010 - O Boticário apóia mapeamento de répteis e anfibios nos Pampas

Enquanto cientistas procuram lugares como a Amazônia para fazer suas pesquisas, o Pampa ficou em segundo plano. Ele é o bioma que mais demorou para receber a atenção dos ambientalistas. Consequentemente é o menos estudado. A sua devastação é grande, mas a sua paisagem camufla esta situação.

Num ambiente de campo existem muitas espécies que ainda não foram estudadas e portanto não estão descritas pela literatura científica.

Um projeto desenvolvido pelo departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com o apoio da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, vai pesquisar a riqueza e distribuição de anfíbios e répteis presentes no Pampa.

“O bioma não é tão pobre nem tão homogêneo como se imaginava. Há uma diversidade escondida na região e muitas espécies ainda são desconhecidas. Queremos identificar quais as áreas de maior riqueza”, afirma o biólogo e coordenador do projeto, Márcio Borges Martins.

A diversidade de répteis e anfíbios nos Pampas é grande, mas desconhecida. “Percebemos que já uma série de espécies ainda não identificadas na região e as conhecidas são pouco estudadas. Além disso, não conhecermos a distribuição destas espécies no bioma”, explica o pesquisador.

Martins conta que, em 2007, publicou um artigo descrevendo uma nova espécie de cobra coral, que é de interesse médico pelo risco de acidentes. “É uma espécie de grande porte, a maior espécie do Sul do país e até então desconhecida para a ciência”, afirma.

Um dos principais problemas enfrentados na região é a silvicultura (cultura de eucaliptos), que tem se tornado cada vez mais comum, muda totalmente a paisagem dos Pampas e destrói sua biodiversidade. Os répteis e anfíbios são os mais afetados por estas mudanças na paisagem, pois precisam de calor e áreas abertas para sobreviver.

Os dados levantados pelo projeto vão permitir ainda a identificação de áreas prioritárias para a criação de unidades de conservação. Atualmente, menos de 0,5% do bioma está inserido em unidades de conservação de proteção integral e as áreas com remanescentes são pequenas e fragmentadas.

“Até recentemente, pouca atenção era dispensada para a conservação das formações de campo, se comparada às florestas tropicais. Apenas recentemente se iniciaram alguns esforços para a conservação do bioma”, comenta Martins.

O projeto contempla a região norte do bioma Pampa, incluindo a porção sul do Rio Grande do Sul e entendendo-se ao Uruguai.