O projeto de Política de Resíduos Sólidos, aprovado neste mês pelo Senado, deverá trazer uma gestão mais eficiente de lixo. A avaliação é da gerente de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Grace Dalla Pria. Segundo ela, a melhoria na gestão será possível porque o projeto, que deverá ser transformado em lei, cria a logística reversa. Trata-se de um sistema integrando fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes no recolhimento e reaproveitamento de produtos consumidos e descartados pela sociedade.
Este projeto ficou em tramitação durante 21 anos e agora só falta a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Grace Dalla pria diz que “não queremos apontar responsáveis, pois a nossa preocupação é com a boa gestão do destino do lixo. E isso depende da participação de todos os integrantes da cadeia produtiva, os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores”.
Se todos fizerem a sua parte haverá uma grande mudança, para melhor, do lixo, pois a logística reversa se inicia quando o consumidor devolve o produto descartado ao comerciante. Este, por sua vez, entrega o produto ao distribuidor, que o retorna ao fabricante ou importador.
Os produtos que devem seguir esta lei são agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas, eletroeletrônicos e produtos comercializados em embalagens de plástico, metal ou vidro. Eles foram escolhidos por gerar maior impacto no meio ambiente e pelo volume de lixo que representam. Alguns, como as pilhas e as baterias, também obedecem à resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que obriga a adoção da logística reversa.