Poluentes proibidos evaporam em regiões quentes, viajam pela atmosfera e ressurgem em locais distantes

Pesquisa com apoio da Fapesp identificou a presença de DDT e PCBs em aves marinhas no litoral do Rio Grande do Sul e no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, a cerca de mil quilômetros da costa, mostrando que substâncias proibidas há décadas ainda circulam no ambiente.

O DDT é um pesticida usado no passado ao combate a pragas agrícolas e vetores de doenças, banido por causar graves impactos ambientais, como a morte de aves e o afinamento das cascas dos ovos.

Os PCBs (bifenilas policloradas) são compostos industriais usados em equipamentos elétricos e industriais, também proibidos por serem tóxicos, persistentes no ambiente e nocivos à saúde humana e animal.

Mesmo em áreas remotas, os poluentes foram encontrados devido ao chamado “efeito gafanhoto”, no qual essas substâncias evaporam em regiões quentes, viajam pela atmosfera e se depositam em locais distantes.

O estudo alerta para riscos à biodiversidade e à saúde, como problemas reprodutivos, contaminação alimentar e desequilíbrios ambientais, reforçando a importância do monitoramento ambiental contínuo.