Manifestação marcada para 25 de janeiro reúne atividades culturais, educativas e toque simbólico da sirene no horário exato da tragédia
Sete anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou 272 pessoas, familiares das vítimas e organizações da sociedade civil seguem cobrando justiça e responsabilização. No dia 25 de janeiro de 2026, a Avenida Paulista, em São Paulo, será palco do Ato pela Memória, organizado pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti.
O evento é realizado anualmente, na data da tragédia, que coincide com o aniversário da cidade, com mobilização para lembrar as vítimas e denunciar a impunidade.
O ponto central do ato ocorre às 12h28, horário exato do rompimento da barragem em 2019, quando será feito o toque da sirene, símbolo da falha no sistema de alerta que impediu qualquer chance de evacuação na época. O momento será seguido por discurso e atividades culturais.
A programação inclui apresentações musicais, exposições artísticas e um percurso simbólico pela Avenida Paulista em defesa da memória das vítimas. O abaixo-assinado pedindo justiça e contra a impunidade já reúne cerca de 130 mil assinaturas.
O rompimento da barragem da Vale, em 25 de janeiro de 2019, é considerado uma das maiores tragédias socioambientais do País. Além das mortes, a lama de rejeitos devastou comunidades, contaminou o Rio Paraopeba e gerou impactos ambientais, sociais e econômicos que persistem até hoje. Sete anos depois, Brumadinho segue como símbolo da luta por justiça socioambiental e por mudanças estruturais no modelo de mineração e na política de segurança de barragens no Brasil.





