A logística reversa vem ganhando espaço como ferramenta estratégica no setor de saúde no Brasil. Em 2025, mais de 329 toneladas de medicamentos e equipamentos médicos foram movimentadas nesse tipo de operação, evidenciando o papel do processo na redução de perdas e na destinação adequada de produtos sensíveis.

O volume inclui itens recusados, próximos do vencimento ou impactados durante transporte e armazenagem, situações comuns em uma cadeia que exige alto controle de qualidade e rigor regulatório. Nesse contexto, a logística reversa deixa de ser apenas uma etapa operacional e passa a atuar diretamente na gestão de estoques e na organização de lotes.

O processo envolve desde a coleta do produto até sua triagem em áreas específicas, onde é avaliada a possibilidade de reinserção no mercado ou o descarte ambientalmente correto. Quando necessário, os materiais seguem para incineração por empresas especializadas.

Apesar dos avanços, ainda há desafios importantes, como a complexidade tributária entre estados e a menor previsibilidade no fluxo de retorno das cargas, especialmente fora dos grandes centros.

Com isso, a logística reversa se consolida como um elemento essencial para aumentar a eficiência da cadeia de saúde, reduzir desperdícios e garantir segurança no tratamento de produtos de alto valor e sensibilidade.