A maior feira do agronegócio da América Latina mostra ao Brasil e ao mundo as mais recentes tecnologias voltadas para o trabalho no campo, reunindo gigantes da indústria com seus lançamentos que enriquecem um setor primordial para a Economia. É a Agrishow 2026, que começou nesta segunda-feira (27/4) em Ribeirão Preto, interior paulista.
A GWM escolheu o evento para apresentar no Brasil o Tank 300 Flex, primeiro híbrido plug-in flex do mundo. O modelo combina eletrificação com etanol, entregando quase 400 cv e reforçando uma tendência que deve ganhar força no país: unir energia limpa com a vocação brasileira para biocombustíveis.
Mas não é só nos SUVs que a inovação aparece. As picapes, ferramentas essenciais no agro, também ganham versões cada vez mais sofisticadas. A Mitsubishi Motors lançou a série especial Triton Terra, pensada sob medida para o produtor rural, com produção limitada e foco em robustez, tecnologia e identidade visual ligada ao campo. A marca ainda aproveitou o evento para reforçar seu DNA off-road com a evolução do protótipo de competição Triton Ultimate Racing.
Quem também aposta forte no agro é a Fiat, que levou 22 veículos para a feira, com destaque para a Strada, líder de vendas no Brasil, além de Toro e Titano, todas com espaço para test-drive em pista de terra. Já a Jeep apresenta os novos Renegade e Commander com tecnologia híbrida leve, mostrando que até os SUVs estão cada vez mais alinhados com eficiência energética.
Se nos veículos leves a eletrificação chama atenção, no coração da produção agrícola o avanço vem pela inteligência das máquinas. A Massey Ferguson apresentou o imponente MF 9S, trator que chega a 425 cv e aposta em automação e conectividade total. Com direção autônoma, telemetria e integração com plataformas digitais, o modelo representa um novo patamar: o da agricultura orientada por dados, onde decisões são tomadas em tempo real.
Essa digitalização também aparece em soluções completas. O MF 9S, por exemplo, atua em conjunto com a plantadeira Momentum, que utiliza sensores e controle linha a linha para otimizar o plantio e reduzir desperdícios, um ganho direto na produtividade.
Outro destaque vem da Valtra, que lançou a Série M5 e reforçou sua atuação no setor sucroenergético. A marca aposta em tratores mais eficientes, com menor consumo e até opções de combustíveis alternativos como etanol e biometano, alinhando produtividade com sustentabilidade.
Falando em energia limpa, a Embraer levou à feira o Ipanema 203, avião agrícola movido 100% a etanol. Líder no segmento, ele consegue pulverizar mais de 200 hectares por hora, mostrando que até a aviação agrícola está inserida na agenda de descarbonização.
A inovação também passa pela base da cadeia produtiva. A Gerdau reforça seu papel como fornecedora de aço de alto desempenho, essencial para máquinas e infraestrutura rural, enquanto a ZF Aftermarket destaca a importância da reposição e manutenção para garantir produtividade, o chamado “uptime” no campo.
Já no segmento de implementos, a MIAC apresentou soluções inéditas, como uma máquina para colheita de pimenta-do-reino, ainda altamente dependente de trabalho manual, e uma nova plataforma para feijão, ampliando o acesso à mecanização.
Até equipamentos de apoio ganham protagonismo. A Tracbel levou à feira toda a linha da SDLG voltada ao agro, reforçando a versatilidade de máquinas que hoje vão muito além da construção civil.
No meio de tantas novidades, uma mensagem fica evidente: o agronegócio brasileiro está cada vez mais tecnológico, integrado e sustentável. Da conectividade em tempo real ao uso de combustíveis renováveis, passando por máquinas autônomas e soluções de precisão, a Agrishow 2026 mostra que o campo do futuro já não é mais uma promessa, é uma realidade em plena operação.





