Partículas invisíveis a olho nu estão ganhando espaço nas pesquisas sobre a saúde dos rios e oceanos. Com menos de cinco milímetros, os microplásticos podem chegar à água por meio de esgoto, atividades industriais, escoamento superficial e até pela atmosfera.

Pesquisadores do Instituto de Pesca (IP-APTA) estudam como esses resíduos interagem com peixes e outros organismos aquáticos. A ingestão pode provocar alterações no sistema digestivo e no comportamento alimentar, enquanto as partículas também podem carregar outros poluentes presentes na água.

“Como o plástico não possui valor nutricional, seu acúmulo também pode dar ao peixe uma falsa sensação de saciedade”, explica Katharina Eichbaum Esteves, pesquisadora do Instituto de Pesca.

Além de entender os impactos, as pesquisas buscam contribuir para soluções. O Centro de Engenharia da Plasticultura (CEP), que reúne o IP e especialistas de diferentes áreas, trabalha com reciclagem, economia circular e desenvolvimento de materiais para reduzir a perda de plásticos no ambiente.

O desafio é transformar conhecimento científico em medidas capazes de prevenir a poluição e tornar o uso dos plásticos mais sustentável.