Uma nova usina voltada à produção de energia renovável a partir de resíduos orgânicos foi inaugurada em São Paulo, no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo e vai transformar restos da cadeia alimentar em energia elétrica, biometano e biofertilizantes, reforçando o conceito de economia circular e a busca por soluções sustentáveis.
A planta tem capacidade para processar 25 toneladas de resíduos orgânicos por dia, com possibilidade de expansão para 43,5 toneladas diárias. O material passa por um processo de biodigestão que gera biogás, utilizado para produzir eletricidade ou refinado para obtenção de biometano, combustível renovável que pode abastecer veículos ou ser injetado na rede de distribuição de gás.
Além da geração de energia, cerca de 80% dos resíduos processados são convertidos em biofertilizantes utilizados em pesquisas agrícolas, incluindo cultivos de cana-de-açúcar, hortaliças e sistemas de hidroponia. O projeto recebeu investimentos de aproximadamente R$ 10 milhões e conta com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), da USP, da Fapesp, do CNPq e da iniciativa privada.
A inauguração reforça a posição de São Paulo como líder na produção de biometano, concentrando nove das 19 plantas em operação no Brasil.





