O agronegócio brasileiro poderá gerar 314,3 milhões de créditos de carbono entre 2025 e 2035, segundo estudo da Carbonn Nature, realizado com apoio do Instituto Equilíbrio e do Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAg/ABAG). A pesquisa indica que, mesmo com uma autorização limitada para comercialização internacional, seria possível movimentar até R$ 3,5 bilhões por meio da venda de créditos de carbono, sem comprometer as metas climáticas brasileiras.
O levantamento destaca que o potencial está concentrado em práticas como recuperação de áreas degradadas, manejo sustentável de terras agrícolas e redução das emissões de metano na pecuária. No entanto, os pesquisadores ressaltam que o principal desafio para transformar esse potencial em negócios é a regulamentação do mercado, especialmente a definição das regras para autorização e comercialização dos créditos no âmbito do Acordo de Paris.
Entre as medidas apontadas como prioritárias estão a regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris, a criação de critérios para emissão de créditos e o fortalecimento dos sistemas de monitoramento e verificação. Segundo o estudo, essas ações são essenciais para que o Brasil amplie sua participação no mercado internacional de carbono e gere novas oportunidades de renda para o setor agropecuário.





