O ministro das Cidades, Antônio Vladimir Moura Lima, afirmou que o prazo de 2033 para a universalização do saneamento básico no Brasil não deve ser adiado. A declaração foi feita durante o CNN Talks Infra Saneamento, em São Paulo, que reuniu representantes do governo, empresas e instituições financeiras para discutir os investimentos necessários para ampliar o acesso à água potável e ao tratamento de esgoto.
Segundo o ministro, desde 2023 foram destinados mais de R$ 63 bilhões em recursos públicos, além de mais de R$ 45 bilhões em debêntures incentivadas para financiar projetos do setor. Ele defendeu a combinação entre recursos públicos e privados, especialmente em regiões onde a baixa densidade populacional ou a menor capacidade econômica dificultam a atração de investimentos privados. O governo também destinou, de acordo com o ministério, mais de R$ 11 bilhões a programas de urbanização desde 2023.
O desafio, porém, não está apenas em levantar recursos, mas em transformá-los em obras. No evento, o BNDES informou ter estruturado mais de 20 projetos de saneamento com potencial de gerar mais de R$ 110 bilhões em investimentos. Já a Sabesp destacou a necessidade de ampliar a capacidade de execução para cumprir as metas previstas, enquanto representantes do governo paulista defenderam planejamento e segurança regulatória. Para o ministro, o país precisa manter o ritmo de investimentos, estimado atualmente em cerca de R$ 45 bilhões por ano, para avançar rumo às metas de 2033.





