A Engie Brasil concluiu um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) voltado à identificação de desalinhamentos em aerogeradores. A iniciativa, realizada no Conjunto Eólico Campo Largo, na Bahia, recebeu investimento de cerca de R$ 700 mil e foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O projeto utiliza um algoritmo capaz de identificar desvios na orientação das turbinas em relação à direção do vento a partir de dados operacionais. Os resultados foram comparados com medições feitas por equipamentos Lidar, que utilizam laser para determinar a direção e a velocidade do vento. Em um dos aerogeradores analisados, um desvio de 17 graus corrigido resultou em aumento de aproximadamente 9% na geração anual da turbina.

A Engie começou a aplicar os ajustes nos demais equipamentos do parque que apresentaram desalinhamentos. A estimativa é de um ganho de cerca de 2,3% na geração anual de todo o empreendimento, equivalente, segundo a empresa, à produção que seria obtida com quase três novos aerogeradores, sem ampliar fisicamente a usina. A companhia afirma ainda que a metodologia poderá ser utilizada em outros parques eólicos.