Projeto tem apoio da empresa de petróleo Petronas
A Petronas, empresa de petróleo com fábrica e comercialização de lubrificantes no Brasil, está participando de um projeto que busca aumentar a eficiência e a segurança no armazenamento geológico de dióxido de carbono (CO₂).
A pesquisa foi desenvolvida pelo Centro de Estudos de Energia e Petróleo, da Universidade Estadual de Campinas, sob coordenação do professor Guilherme Daniel Avansi.
O estudo investiga estratégias para ampliar a capacidade de estocagem do gás em reservatórios subterrâneos e avalia dois tipos de formações geológicas: reservatórios de petróleo já esgotados e aquíferos salinos com características típicas do território brasileiro. O objetivo é reduzir incertezas geológicas, técnicas e operacionais associadas à tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS), que consiste em capturar o CO₂ de fontes industriais e injetá-lo em formações profundas para confinamento permanente.
Segundo Avansi, o projeto também busca desenvolver modelos numéricos e analíticos capazes de prever com mais precisão o comportamento do gás nos reservatórios. “Nosso foco é entender melhor como as características do reservatório impactam a capacidade de injeção e desenvolver modelos que ajudem na tomada de decisões com mais segurança e eficiência”, explica.
A pesquisa também utiliza inteligência artificial para acelerar simulações complexas. De acordo com o coordenador, métodos tradicionais podem levar meses para processar cenários de armazenamento, enquanto novas ferramentas podem reduzir esse tempo para poucos dias, facilitando o planejamento de projetos de descarbonização.
O projeto reúne especialistas em geologia, engenharia de reservatórios, engenharia mecânica e química, ciência da computação, física e matemática. Além de contribuir para o setor de óleo e gás, os resultados poderão apoiar iniciativas de redução de emissões em outras indústrias intensivas em carbono, como cimento, siderurgia, fertilizantes e produção de etanol.
A iniciativa está alinhada às metas climáticas do Brasil e ao Acordo de Paris, que prevê a redução das emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas.





