As tempestades de granizo estão entre os eventos climáticos que mais provocam prejuízos no Brasil, principalmente no campo, destruindo culturas e prejudicando a safra. Uma única ocorrência é capaz de danificar grande áreas de plantação.

O granizo é um fenômeno localizado, porém extremamente destrutivo. Há inúmeros de carros eu chuvas de granizos que afetaram dezenas, centenas de hectares. O fenômeno afeta também áreas industriais, como os pátios de montadoras de veículos. Assim, o Agronegócio – e também a indústria – passaram a usar o canhão antigranizo, um dispositivo que utiliza explosões de acetileno e oxigênio para gerar ondas de choque hipersônicas, visando fragmentar pedras de granizo na atmosfera e transformá-las em chuva antes de atingir o solo.

O Agronegócio passou a tratar o clima como variável estratégica de planejamento. A primeira linha de defesa envolve sistemas avançados de monitoramento meteorológico, com uso de radares e softwares de previsão capazes de emitir alertas com antecedência de até 30 minutos. Essa janela permite acionar protocolos emergenciais, deslocar veículos, priorizar áreas mais vulneráveis ou interromper operações logísticas. Em polos industriais com grande concentração de montadoras e centros de distribuição, como São José dos Pinhais, cresceram também os investimentos em coberturas metálicas fixas ou estruturas tensionadas sobre áreas de estocagem. Embora exijam alto aporte financeiro e planejamento estrutural, essas soluções oferecem proteção física direta contra o impacto das pedras de gelo e reduzem significativamente a exposição ao risco.

Em um contexto de aumento na frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, o granizo deixou de ser tratado como um risco eventual e passou a integrar o planejamento estratégico do agronegócio.