A indústria brasileira de alimentos e bebida registrou um avanço significativo na transição para uma economia mais sustentável: em 2024, o setor incorporou 167 mil toneladas de plástico pós-consumo reciclado (PCR) em embalagens e outros itens de sua cadeia produtiva, um volume recorde e 7% superior ao registrado no ano anterior, segundo levantamento do Movimento Plástico Transforma e da consultoria Maxi Quim. 

Esse desempenho coloca o segmento entre os principais motores da reciclagem no país. No contexto mais amplo da indústria de reciclagem plástica, a produção nacional de resina PCR alcançou 1,012 milhão de toneladas em 2024, com crescimento de quase 8% sobre 2023 e um faturamento que ultrapassou R$ 4 bilhões, gerando mais de 20 mil empregos diretos. O uso de plástico reciclado por alimentos e bebidas, principalmente PET, reflete tanto a pressão regulatória quanto o compromisso crescente das empresas com práticas mais responsáveis e a demanda do consumidor por produtos que causem menos impacto ambiental.

Esses materiais reciclados já fazem parte de embalagens de alimentos secos, bebidas não alcoólicas, tampas, rótulos e filmes flexíveis, contribuindo para reduzir a extração de resinas virgens e a quantidade de resíduos enviados a aterros sanitários. Especialistas afirmam que essa integração de PCR às embalagens é parte de uma estratégia estruturante do setor, unindo desempenho ambiental e eficiência operacional, um movimento que acompanha tendências globais de sustentabilidade e que deve continuar em expansão nos próximos anos.